Orquestra Sinfônica estimula estudantes da E.E. Padre João Botelho

Uma “aula” diferente é oferecida aos alunos da Escola Estadual Padre João Botelho, em Belo Horizonte. No projeto Música na Escola, desenvolvido pelo núcleo pedagógico da instituição, em  parceria feita com a empresa V&M do Brasil,os alunos têm a oportunidade de aprender a tocar instrumentos não tão comuns como violino, violoncelo, contrabaixo e flauta doce ou transversal.

O interesse dos estudantes no projeto é tanto que existe até lista de espera. Para participar, eles passam por um teste de seleção, que acontece só no início do ano e é aplicado pelo maestro Rogério Vieira e pela curadora Cecília Barreto. Além do desejo de aprender a tocar um instrumento, o futuro candidato passa por um teste de aptidão. E alguns alunos revelam uma grande força de vontade para participar do projeto. É o caso de Stéfani Hellen Martins da Rocha, 9 anos, aluna do 3º ano do Ensino Fundamental. O seu desejo de aprender a tocar flauta doce era tão grande que ela praticava pelos cantos da escola, sozinha. Na quarta tentativa, foi aprovada no teste de seleção para a orquestra, e agora ela pode realizar o sonho de aprender a tocar flauta ‘profissionalmente’. O encanto pela música foi tamanho que Stéfani já quer aprender a tocar outro instrumento musical. “Realizei um sonho. Agora quero aprender a tocar violino”, diz a estudante.

Josué e Stéfani realizam o sonho de tocar em uma orquestra sinfônicaJosué e Stéfani realizam o sonho de tocar em uma orquestra sinfônica

Os ensaios acontecem na própria escola, nos horários em que os alunos não têm aulas.  e um termo de compromisso para uso do instrumento é assinado por eles e seus pais, criando assim uma responsabilidade maior.

Além da prática com os instrumentos, os estudantes aprendem teoria musical, o que proporciona uma bagagem aprofundada sobre o assunto. “A aula de teoria musical é essencial para os alunos. Se o aluno não sabe a teoria, ele não toca o instrumento adequadamente. Ela é como a alfabetização de qualquer outra matéria. Nessas aulas os alunos aprendem como as pessoas ouvem a música e como eles transmitem o que aprenderam”, afirma o maestro.

O projeto existe há três anos. “Os alunos do curso percebem, com o projeto, que estão fazendo diferença na comunidade”, afirma a diretora da escola, Eliani de Oliveira. Além disso, a autoestima dos participantes é trabalhada. “Em dia de apresentação, os alunos chegam todos aqui arrumados. Eles se sentem importantes perante a sociedade em geral, devido ao reconhecimento que têm”, destacou. O projeto Música na Escola teve início e se estruturou a partir da participação da escola no programa Escola Viva, Comunidade Ativa, da Secretaria Estadual de Educação.

A instituição enfrentou diversos problemas ao longo de sua trajetória, mas isso mudou com o projeto. Além de conseguir diminuir a violência e o vandalismo no seu entorno, a escola passou a ser considerada uma escola-vitrine. “Participamos de encontros em que expomos o que fazemos aqui. Já estivemos em um programa de TV e também saiu uma reportagem sobre a escola em uma grande revista nacional”, afirma a diretora.

Estudantes que integram a orquestra sinfônica da Escola Estadual Padre João BotelhoEstudantes que integram a orquestra sinfônica da Escola Estadual Padre João Botelho

Em sua construção pedagógica, a escola baseia-se nos quatro pilares da educação no século XXI promulgados pela Unesco, que são aprender a fazer, aprender a ser, aprender a conviver e aprender a aprender. Todos são necessários para atingir o objetivo almejado, que é melhorar o convívio social, aumentar o conhecimento, compreender o conhecimento adquirido, garantir a melhoria das relações sociais e ensinar os alunos a aplicar, na vida pessoal e profissional, o que foi ensinado pela escola.

O interesse pela música refletiu-se também no comportamento dos alunos. Além da melhora no desempenho escolar e na concentração, os estudantes estão pensando no futuro. Quando se formarem no Ensino Médio, muitos poderão se interessar por uma profissão ligada à música, como é o caso do estudante do 7º ano, Josué Siqueira. “Tenho vontade em ser spalla (responsável pela afinação da orquestra antes da entrada do maestro e pelos solos) da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais” afirma o estudante. Josué sentiu os efeitos de participar do projeto escolar no dia a dia: “A gente ficou mais conhecido na escola e mais respeitado pelos colegas”, disse empolgado.

Se depender do talento e desejo desses alunos e professores, a Orquestra Sinfônica da escola fará  sucesso em todo o país.

By: Blog Sec. Educação de MG

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4 Respostas

  1. porque voces nao gravam uma aprasentasao e colacom no iutobe

  2. gravem uma apresentasao e madem para o iutube

  3. obrigado

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